Oito motivos para chamar o pediatra!


1. Febre no recém-nascido

O sintoma acompanha tanto viroses sem gravidade quanto doenças perigosas, como pneumonia e meningite. Mas, mesmo antes de fecharem um diagnóstico, os pediatras preferem medicar estados febris em bebês de até 3 meses, diminuindo o risco de evolução de uma doença grave, que só ficaria plenamente caracterizada depois de já ter comprometido as defesas do pequeno.
 
2. Vômitos no primeiro mês
 
Exigem atenção imediata pela possibilidade de comprometer o ganho de peso da criança, entre outros motivos. Mas não se apavore: a maioria dos casos resume-se a uma regurgitação muito forte que normalmente acontece quando o bebê engole excesso de ar ao mamar. Comente com o pediatra e ele irá tirar a dúvida. Se achar necessário, investigará outras causas. 
3. Pontinhos na pele

Pequenas manchas vermelhas na pele, que lembram picadas de inseto ou marcas de caneta hidrográfica, são as petéquias. Cada uma delas, na verdade, é uma minúscula hemorragia interna causada pelo rompimento dos vasos capilares que irrigam a região. O surgimento delas no rosto e na parte anterior do tórax costuma ser resultado do esforço para tossir ou vomitar. Nesse contexto, elas não inspiram preocupação e desaparecem sozinhas. Mas o aparecimento repentino e inexplicável de petéquias em qualquer região, associado a febre, pode indicar infecções graves, como meningite e dengue hemorrágica.
4. Fezes estranhas
 
Consistência gelatinosa e cor avermelhada na evacuação indicam que o intestino liberou muco, em vez de fezes, e justificam uma ligação imediata para o pediatra. 
5. Traumas na cabeça
 
Batidas de cabeça são extremamente comuns entre bebês e crianças pequenas. Por sorte, a proteção que a ossatura craniana oferece contra esses impactos é também supereficiente. Assim, geralmente, o susto é maior do que o risco. No entanto, é preciso ficar atenta quando a batida resulta de quedas de alturas superiores à da própria criança, de empurrões, ou do choque com objetos em movimento—a bicicleta do irmão mais velho, por exemplo. 
6. Respiração acelerada

Se uma criança que está resfriada—ou apresenta os primeiros sintomas de uma gripe, como coriza e febre baixa—começa a ter dificuldade para respirar ou respira de maneira acelerada e ainda fica com a voz rouca, convém avisar o pediatra. Os indícios são de que a infecção atingiu a laringe e causou inchaço, que está reduzindo a passagem de ar e afetando a voz. Na maioria das vezes, a laringe não exige grandes cuidados. Basta uma medicação local para aliviar o incômodo. Mas em algumas situações há necessidade de suplementação de oxigênio por meio da inalação.
7. Alterações oculares
 
Nos três primeiros dias de vida, é normal o bebê apresentar um pouco de inchaço e vermelhidão nos olhos. É apenas o efeito de um colírio à base de prata, aplicado na maternidade, cuja função é prevenir conjuntivites bacterianas, às quais o recém-nascido ficou exposto pelo contato com o canal vaginal na hora do parto. Passado esse período, porém, se esses sintomas persistirem ou se agravarem, o pediatra deve ser avisado. 
8. Mancar sem motivo
Os passos de quem está no início do desenvolvimento motor podem ser estabanados e instáveis, mas nada justifica que sejam claudicantes. Quando o bebê manca sem ter sofrido trauma nas pernas ou nos pés, o pediatra deve ser avisado o quanto antes, principalmente se houver febre. Uma das causas possíveis é a condrite, inflamação das cartilagens que afeta as articulações. Esse problema costuma estar relacionado a infecções virais ou bacterianas e, se não for tratado, danifica as cartilagens dos joelhos e dos quadris, comprometendo a mobilidade dessas articulações. 

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